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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

#Livros - A História do Rei Artur e dos seus Cavaleiros, de Howard Pyle

 

Detalhe do Retábulo de Ghent, exibindo uma parte intricada de sua cena central, com figuras humanas em trajes medievais e elementos decorativos ricos em cores vibrantes, refletindo a arte e a tradição do século XV.

Sinopse

A versão de Howard Pyle da lenda do Rei Artur e da Távola Redonda foi originalmente publicada em 1903. Fascinou os leitores de inúmeras gerações desde então, graças às maravilhosas ilustrações e à imaginação com que são narradas as mais famosas aventuras de cavalaria, magia e drama da Alta Idade Média nas Ilhas Britânicas. Desde o momento em que Artur arranca da bigorna a espada Excalibur, garantindo o seu direito ao trono, passando pela história do seu casamento com Guinevere, pela traição da irmã Morgana Le Fay e pelo extraordinário e trágico destino de Merlim, as aventuras do Rei Artur e dos seus cavaleiros ganham inusitada vida nas narrativas de Pyle. 


Buy Me A Coffee

Opinião 

Regresso com mais uma leitura dum livro comprado na Feira do Livro de Lisboa do ano passado e que não estava nos planos da visita. O eleito é A História do Rei Artur e dos seus Cavaleiros, de Howard Pyle, com uma grande importância na revitalização das lendas arturianas no início do século XX e uma enorme relevância na literatura de fantasia e aventura, sem esquecer as suas ilustrações que muito contribuíram para popularizar estas histórias e estes personagens. Para começar, pode-se dizer que é uma introdução bem acessível às histórias de cavalaria que influenciou gerações posteriores de autores de fantasia e que consolidou o imaginário medieval como uma fonte inesgotável de inspiração para a literatura de cavalaria e fantasia. 


Howard Pyle é uma estreia na minha vida como leitora e posso já assegurar que foi bem agradável descobrir o seu trabalho. Estamos perante um famoso escritor e ilustrador, nascido em 1853, nos Estados Unidos. É conhecido pelo seu talento para criar histórias repletas de aventura, magia e heroísmo e é considerado um dos principais responsáveis por revitalizar as histórias medievais e arturianas na literatura americana, tendo influenciado muitas das versões cinematográficas destas figuras que conhecemos. Este livro foi publicado em 1903, num período marcado pelo interesse crescente pela literatura de fantasia, pela mitologia e pelas histórias medievais na cultura ocidental. O contexto literário deste período também foi influenciado pelo movimento do Nacionalismo e do interesse pela cultura popular, o que favoreceu a divulgação de histórias de cavalaria e mitos tradicionais. 


Podes ler também a minha opinião sobre O Rei do Inverno 


É inegável a relevância da história do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda na cultura popular, consolidando-se como um símbolo universal de coragem, honra e nobreza. Ao longo dos séculos, estas lendas foram reinterpretadas em diferentes meios, incluindo a literatura, o teatro, o cinema e a televisão, influenciando inúmeras obras e gerando uma rica tradição de narrativas sobre a busca pelo ideal de justiça e bravura. A figura do Rei Artur, junto com personagens como Merlin, Guinevere e os cavaleiros, transcende épocas e culturas, tornando-se um ícone que representa a esperança dum reino justo e a eterna luta pelo bem. Este perpetuação demonstra bem a força destas histórias e garante a sua relevância na cultura popular até aos dias de hoje. O livro de Pyle apresenta uma narrativa épica que retrata as aventuras, valores e dilemas do lendário rei Artur e dos seus fiéis cavaleiros. A obra inicia com o jovem Artur, a sua ascensão ao trono e os desafios enfrentados para consolidar o seu reinado. 


"Entretanto, Sir Myles acabou por falecer devido aos ferimentos que tinha, pois acontece frequentemente uns serem atingidos pelo infortúnio e pela morte, enquanto outros riem e cantam de esperança e alegria, como se as coisas tristes como a dor e a morte nunca pudessem existir no mundo em que vivem." 


Pyle reconstrói o universo da lenda arturiana com um tom de aventura e moralidade, enfatizando a importância de virtudes como a coragem, a justiça e a fidelidade, enquanto entrelaça elementos mágicos e históricos que enriquecem a narrativa e consolidam o legado do rei e dos seus cavaleiros como símbolos de nobreza e virtude. Na trama em apreço, destaco, como momentos marcantes, o nascimento do rei Artur, envolto em mistério e magia e que marca o início duma era de esperança e de justiça, e a formação da Távola Redonda, que simboliza a igualdade e a camaradagem entre os cavaleiros, enquanto as suas aventuras, batalhas e provas de coragem exemplificam os valores da honra, da lealdade e da bravura. Na narrativa, a aventura é evidenciada nas jornadas épicas dos cavaleiros em busca de honra, coragem e desafios que testam os seus limites, enquanto a magia aparece através de elementos místicos que reforçam a ideia dum mundo onde o fantástico e o real coexistem. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Ivanhoe 


O Rei Artur é aqui retratado como um líder exemplar, cuja autoridade é baseada na justiça, na sabedoria e na virtude. A sua legitimidade é conquistada não só por nascimento, mas também pelo seu carácter íntegro e pela capacidade de tomar decisões justas em momentos de crise. Artur é símbolo de coragem e equidade, sempre procurando o bem comum e demonstrando qualidade dum rei ideal, como humildade, bravura e compaixão. A sua liderança inspira lealdade e respeito entre os seus cavaleiros, consolidando o seu papel de rei justo e virtuoso, cuja conduta serve de exemplo para todos que fazem parte da sua corte e do seu reino. Mas além do icónico protagonista, o autor apresenta uma rica paleta de personagens que ilustram diferentes aspectos do espírito cavalheiresco. Entre os principais, destacam-se Sir Gawaine e Sir Pellias, conhecidos pela sua lealdade, coragem e sentido de justiça, que simbolizam a perfeição do cavaleiro ideal. Claro que também não podemos esquecer os vilões, como Morgana e Vivian, que representam a ameaça constante à paz e à harmonia do reino e que simbolizam o mal e a traição que desafiam a justiça do rei Artur. 


"Senhor, porque tendes tanta pressa? Havereis de saber que quando os lugares da Távola Redonda estiverem todos preenchidos, a vossa glória terá atingido o zénite e, a partir desse dia, começará a declinar." 


São temas fundamentais, que permeiam toda a narrativa, o cavalheirismo, a honra, a bravura e a lealdade. Estas virtudes são apresentadas como os pilares do carácter dos cavaleiros da Távola Redonda, refletindo ideais elevados de coragem, integridade e dedicação ao bem comum. A obra enfatiza a importância da coragem, da justiça, da lealdade e do dever, mostrando que os cavaleiros devem agir com honra e integridade nas suas missões e aventuras. Também a magia e o destino desempenham papéis fundamentais na construção da trama e na formação dos personagens. No que diz respeito ao estilo de escrita de Howard Pyle, ele é envolvente, com uma narrativa rica em detalhes descritivos que nos transportam para o mundo medieval de Camelot. O seu uso de linguagem evocativa e imagens fortes contribui para criar uma atmosfera de aventura e heroísmo, ao mesmo tempo que humaniza os seus personagens, revelando as suas emoções e dilemas. Pyle também demonstra uma habilidade notável para combinar elementos tradicionais do folclore com uma abordagem narrativa acessível, que tornaram as histórias do Rei Artur emocionantes, memoráveis e inspiradoras. 


Nesta leitura, o que mais chamou a minha atenção foi a maneira envolvente como o autor recria o universo da lenda arturiana, trazendo à tona personagens marcantes e a própria figura do rei Artur. A narrativa combina elementos de aventura, magia e honra, o que cria uma atmosfera mágica que nos prende do início ao fim. Assim, A História do Rei Artur e dos seus Cavaleiros é excelente para jovens leitores que se vão divertir com estas aventuras, mas também para adultos que são interessados pelas lendas e histórias de cavalaria e que se vão deliciar com as origens de Artur, a sua ascensão ao trono através da espada na pedra e os valores de coragem, lealdade e justiça que norteiam os seus cavaleiros. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já leste esta obra de Howard Pyle? Qual a tua personagem favorita? Quais valores consideras mais importantes na formação dum verdadeiro cavaleiro? Conta-me tudo nos comentários! 


Encomenda o teu exemplar através dos links abaixo, sem custos adicionais para ti, e contribui para as próximas leituras deste blog 


Wook | Bertrand 

domingo, 25 de janeiro de 2026

40 lições em 40 anos de vida

 

Imagem de capa do artigo "40 lições em 40 anos de vida": fundo branco decorado com confetis coloridos, velas com o número 40 simbolizando o aniversário de 40 anos.

E não é que de repente, num piscar de olhos, chego aos 40 anos de idade? Parece mentira, mas aqui estamos e parece-me o momento certo para celebrar enquanto reflito sobre esta jornada percorrida, as lições acumuladas e os momentos que moldaram quem sou hoje. Ao longo destas quatro décadas, vivi experiências que me deram ensinamentos valiosos, desde os desafios enfrentados até as conquistas que celebramos com alegria. Hoje agarro esta oportunidade e partilho contigo estas reflexões, esperando que possam inspirar quem estiver a caminho deste marco e a percorrer as suas próprias jornadas de crescimento. 


Vê também o post sobre a chegada aos 30


Ao olhar para trás, percebo que cada fase me trouxe lições diferentes, o que contribuiu para a minha evolução pessoal e profissional. Com o passar do tempo, aprendi a valorizar as pequenas coisas e a seguir em frente mesmo diante das adversidades. Agora, convido-te a acompanhar estas minhas 40 lições, que representam os anos vividos, mas também as histórias, os erros e os acertos que me ajudaram a chegar até aqui. 


Buy Me A Coffee

1. Valoriza o tempo, porque ele é o bem mais precioso que temos. 

2. Temos duas orelhas e uma boca. Portanto, ouve mais do que falas. 

3. A felicidade está nas pequenas coisas do dia-a-dia. 

4. Nunca pares de aprender. 

5. Cuida bem da tua saúde física e mental. 

6. Sê grato pelas pessoas que fazem parte da tua vida. 

7. Não tenhas medo de mudar e de recomeçar. Como diziam os antigos, quem muda, Deus ajuda

8. Invente em relacionamentos verdadeiros. 

9. Aprende a perdoar, sobretudo por ti mesmo. 

10. Acredita no teu potencial e segue os teus sonhos. 

11. Sê honesta e íntegra em todas as situações. 

12. Cultiva a empatia, coloca-te no lugar do outro. 

13. A vida é feita de escolhas, por isso escolhe com sabedoria. 

14. Não te compares aos outros. És única. 

15. Valoriza o tempo solitário para refletir e te conheceres melhor. 

16. Aprende a dizer não, sem culpa, quando necessário. 

17. Sê gentil, sempre, mesmo com quem não merece. 

18. Tem coragem para enfrentar os teus medos. 

19. Aproveita cada oportunidade de viajar e conhecer o mundo. 

20. Mantém uma atitude positiva, mesmo nos momentos difíceis. 

21. Desenvolve o hábito de agradecer diariamente. 

22. Cuida da tua carteira, mas sem abrir mão de sonhos e prazeres. 

23. Prioriza o que realmente importa na tua vida. 

24. Não tenhas medo de pedir ajuda quando precisares. 

25. Aprende a lidar com a solidão de forma saudável. 

26. Valoriza a educação, ela é uma ferramenta de transformação. 

27. Sê perseverante e não desistas diante dos obstáculos. 

28. Faz escolhas que estejam alinhadas com os teus valores. 

29. Dedica tempo às pessoas que amas. 

30. Encontra um propósito que te motive a levantar todos os dias. 

31. Sê flexível e adapta-te às mudanças. 

32. Aprende a rir de ti mesma e das situações difíceis. 

33. Vive com autenticidade, sempre fiel a quem és. 

34. Partilha o teu conhecimento e experiências com os outros. 

35. Cuida do planeta, pois todos somos responsáveis por ele. 

36. Valoriza o silêncio e a reflexão na tua rotina. 

37. Tem paciência, ela é uma grande aliada na vida. 

38. Cultiva a esperança, mesmo nos momentos mais complicados. 

39. Tudo passa. O bom e o mau. 

40. Muitas vezes, é melhor ser feliz do que ter razão. 


Passaram 40 anos e muito tenho aprendido e tanto mais me falta aprender. Aprendi que a vida é uma jornada de aprendizagem contínua, onde cada experiência, seja ela feliz ou menos boa, contribui para o nosso crescimento pessoal. As lições que partilhei hoje refletem as minhas vivências, mas também a essência de como podemos encarar o mundo com mais sabedoria, gratidão e coragem. Só espero que estas reflexões te possam inspirar a valorizar cada momento, aprender com os obstáculos e celebrar as pequenas vitórias do dia-a-dia. 


Afinal, chegar aos 40 é uma oportunidade de olhar para trás com orgulho e para o futuro com esperança, lembrando que a vida é uma constante evolução e que nunca é tarde para aprender algo novo. Que possa seguir a viver com propósito, amor e autenticidade, sempre procurando crescer e transformar as minhas experiências em sabedoria que possa iluminar o meu percurso e dos meus. Pela minha parte, adorei partilhar contigo estas 40 lições que a minha viagem de 40 anos de vida me ensinou! E tu, quais as experiências ou aprendizagens que marcaram a tua vida até aqui? Que lições importantes gostarias de partilhar? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Top 3 - Melhores Filmes & Séries de 2025

 

Um balde de pipocas crocantes ao lado de bilhetes de cinema coloridos, simbolizando a paixão por filmes e séries que marcaram 2025.

Ao longo de 2025, o mundo do Cinema e das séries continuo a surpreender-nos com histórias inovadoras, actuações marcantes e produções visualmente impressionantes. Foi um ano repleto de novidades, retornos aguardados e projectos que desafiaram os limites da criatividade. Como apaixonada por entretenimento que sou, e ainda que não tenha assistido a tantos filmes e séries quanto gostaria, selecionei aqueles que mais me conquistaram e marcaram a minha experiência ao longo do ano que passou.


Vê também o meu Top 3 de Filmes de 2024


Hoje, quero partilhar o meu Top 2 de melhores filmes e séries que vi em 2025, tendo em consideração tanto aspectos técnicos quanto a ligação emocional que cada produção proporcionou. Quer sejas fã de filmes ou adores séries, espero que as minhas escolhas te inspirem a descobrir novas obras ou revisitar alguns dos destaques que fizeram do meu 2025 um ano inesquecível no grande ecrã e na televisão. Vens comigo? 


Buy Me A Coffee

1. Ainda Estou Aqui

A acção tem início no Rio de Janeiro, durante a década de 1970, quando Brasil vivia o auge da repressão através das políticas do general Emilio Garrastazu Médici (1905-1985), 28.º Presidente do Brasil e terceiro do período da ditadura militar. Neste contexto, seguimos Eunice Paiva na sua busca pelo marido, Rubens Paiva, um deputado progressista levado pelos militares, em Janeiro de 1971, e dado como desaparecido pelas autoridades. Forçada a criar sozinha os cinco filhos de ambos, Eunice inicia uma longa luta para provar o assassinato de Rubens e o de tantos outros brasileiros que tiveram a coragem de se insurgir contra as injustiças de um regime implacável com todos os dissidentes. 

Com realização de Walter Salles, este drama biográfico foi escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega. O argumento parte da biografia homónima escrita por Marcelo Rubens Beyrodt Paiva, filho de Rubens Paiva (1929-1971), uma das vítimas dos 21 anos de ditadura militar instaurada no Brasil desde Abril de 1964 até Março de 1985. 

Com a interpretação de Eunice, Fernanda Torres tornou-se a primeira actriz brasileira a ganhar um Globo de Ouro - depois de, 25 anos antes, a sua mãe, Fernanda Montenegro (que ainda interpreta a mesma personagem na velhice, já com sinais da doença de Alzheimer), ter sido nomeada com o filme Central do Brasil, também realizado por Salles e vencedor na categoria de melhor filme estrangeiro. 


Imagem do pôster do filme "Ainda Estou Aqui", apresentando uma cena emocionante com o protagonista em destaque, transmitindo a essência do filme com cores vibrantes e uma atmosfera introspectiva.

2. The Office 

No mesmo formato de pseudodocumentário da série britânica, The Office retrata o quotidiano de um escritório em Scranton, na Pensilvânia. Filial da empresa fictícia Dunder Mifflin, os funcionários tem como função vender o suprimento de papel fornecido pela companhia. Michael Scott, gerente da filial, é um chefe incoerente e imaturo mas que se preocupa com o bem estar dos seus empregados. Assim, The Office traça um olhar cómico e honesto sobre os seus personagens, destacando as suas diferenças e particularidades e como isso afeta a convivência diária durante o trabalho. 

Embora, a princípio, não exista um laço emocional muito forte entre eles, aos poucos, amizades são formadas e os funcionários da Dunder Mifflin tornam-se uma espécie de segunda família. Entre as relações mais memoráveis do The Office está o casal Jim, um vendedor, e Pam, a recepcionista. Ao longo das temporadas, a adorável amizade entre os dois transforma-se num intenso amor romântico. 


Poster da série americana "The Office" exibindo os personagens principais em um ambiente de escritório, com um estilo descontraído e humorístico, refletindo o tom da comédia de escritório.

3. Tremembé

Tremembé conta a história do presídio paulista de Tremembé II a partir do ponto de vista de infames personalidade do crime brasileiro enquanto cumprem as suas penas. A série de ficção é focada na Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, conhecido popularmente como Tremembé e situado próximo à cidade paulista de Taubaté. Em Tremembé já estiveram e estão os condenados por crimes de grande repercussão mediática no país. 

A produção de true crime é baseada nos livros Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido e Suzane: assassina e manipuladora, escritos pelo jornalista Ulisses Campbell, e acompanhará os dias de pena de famosos internos da prisão, como Suzane von Richtofen, Cristian Cravinhos, Elize Matsunaga e Roger Abdelmassih. 


Poster da série Tremembé, mostrando uma cena sombria e intrigante com elementos que remetem ao suspense e ao mistério, destacando o título da série em destaque.

Ao revisitar estes filmes e séries que marcaram a minha experiência em 2025, percebo como cada um deles trouxe algo único para a minha jornada de entretenimento. Quer seja pelas suas histórias envolventes, pelas actuações memoráveis ou pela abordagem inovadora, estes títulos conquistaram o meu coração e deixaram uma marca duradoura no meu modo de perceber o que o Cinema e a televisão podem oferecer. Num mundo em constante transformação, o audiovisual continua a ser uma poderosa ferramenta de reflexão, entretenimento e conexão. Só espero que o teu 2025 também tenha sido um ano repleto de boas histórias e que tenhas encontrado momentos especiais. 


Agora, quero saber sobre as tuas experiências cinematográficas de 2025! Já viste algum destes filmes e séries? Qual o que mais te interessa? Qual o melhor filme ou série que viste no ano passado? Recomendas algum que me tenha escapado? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

#Livros - Leonor Teles, de Isabel Stilwell

 

Ilustração de uma mulher usando uma capa vermelha, montada em um cavalo negro, em meio a um campo aberto.

Sinopse

Três de rubi. 
Três de diamante. 
E, o maior de todos, de esmeralda. 

Sete anéis, símbolos de poder, que passariam, um a um, das mãos do rei D. Fernando para os dedos da sua adorada mulher, como prova do seu amor e do seu desejo de a proteger. Leonor Teles não esquecia que haviam pertencido ao assassino de Inês de Castro. Mas, não, apesar de partilharem o mesmo cabelo cor de fogo, a mesma paixão pela vida e a mesma ambição pelo poder, não, Leonor não teria o mesmo destino da sua prima. Seria rainha em vida. Teria o poder nas suas mãos. 

Casada, mãe de um rapaz, Leonor não se deixa ficar presa nem à vida num paço perdido, nem ao senhor de Pombeiro, seu marido. Parte para Lisboa, onde a sua beleza, inteligência e artes de sedução conquistam o coração de D. Fernando e o ódio das gentes e da nobreza que a apelidam de adúltera. O tom das críticas sobre ainda mais quando corre o rumor de que se tornou amante do Conde Andeiro. Mas Leonor tem um plano e não olhará a meios para o concretizar, nem que para isso tenha de desafiar todo um reino. 

A autora best-seller Isabel Stilwell traz-nos a fascinante história de Leonor Teles, maltratada pela História, que a apelidou de Aleivosa. Entre as guerras com Castela, intrigas e conspirações familiares, Isabel Stilwell traça o retrato desta mulher, sem medo, que lutou por aquilo em que acreditava. 


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Opinião 

Leonor Teles é o romance histórico de Isabel Stilwell que decidi ler em 2026 e que vem retratar esta última rainha da primeira dinastia, figura enigmática e controversa da História de Portugal. O livro situa-se no século XIV, um período conturbado em Portugal, marcado pelos conflitos constantes com Castela e pelo início da aliança com a Inglaterra, a mais antiga do mundo. Nesta época, a sociedade era fortemente influenciada pelos valores medievais, com uma estrutura social hierárquica e uma grande concentração de poder nas mãos da nobreza e do clero. A figura de Leonor Teles emerge num ambiente de intrigas palacianas, onde interesses políticos e alianças familiares moldavam o destino do reino. 


Foi rainha consorte de D. Fernando I, mas foi muito mais do que isso e talvez seja esse o motivo para ter conquistado tantas inimizades. Numa época que as rainhas eram figuras decorativas que serviam apenas para procriar e manter a linhagem real, Leonor governou lado a lado com o rei e não procurava esconder a sua inteligência e capacidade estratégica. Deste modo, foi uma figura central em momentos decisivos da História portuguesa, envolvendo-se em questões políticas e familiares que moldaram o destino do reino. Nascida por volta de 1350, teve uma vida marcada por intrigas, poder e controvérsia. Filha de Martim Teles de Meneses e de Aldonça de Vasconcelos, e prima da trágica Inês de Castro, ascendeu ao trono, apesar de ser casada quando seduziu D. Fernando e o conquistou para sempre, o que lhe valeu acusações e suspeitas de manipulação e ambição desmedida. 


Podes ler também a minha opinião sobre Filipe I de Portugal 


Ao longo deste romance histórico, são destacados diversos episódios marcantes que revelam a complexidade da vida da rainha Leonor Teles e o contexto político da sua época. A narrativa aborda a sua infância, em Portugal e em Espanha, com a tragédia que culminou com o assassinato do pai e a morte da mãe, e que a fez regressar a Portugal órfã e aos cuidados dos tios que iriam ditar o seu futuro. Depois, segue com o seu crescimento e os tempos do seu primeiro casamento, que tão infeliz a fazia, e a rejeição dos filhos gerados desse homem tacanho. Seguidamente, somos confrontados com a sua ascensão ao trono de Portugal, marcada por intrigas e alianças estratégicas, bem como os momentos de crise que enfrentou durante o reinado do seu marido. São destaques os episódios de disputas pelo poder, os conflitos com a nobreza e as dificuldades na manutenção do seu papel de rainha, sobretudo com a perda de saúde do rei a colocar uma nuvem sobre a sua cabeça. 


"Leonor, os rumores são a forma como os traidores matam as mulheres, cobrindo-as de imerecida vergonha, conscientes de que dependemos do bom nome para legitimar a nossa descendência." 


O livro evidencia a complexidade de Leonor Teles, as suas ambições e as adversidades enfrentadas, o que oferece uma visão aprofundada do contexto histórico e das dinâmicas de poder na corte portuguesa. Graças ao estilo de escrita da autora, envolvente e acessível, que combina uma narrativa clara e bem estruturada com uma linguagem fluida e agradável. Stilwell consegue transformar temas históricos distantes em histórias cativantes, demonstrando um cuidado especial na elaboração de personagens e ambientes, transmitindo emoções, enquanto prende a atenção do leitor e facilita a compreensão do período em questão. A autora consegue equilibrar a dramatização dos eventos com a fidelidade histórica, o que permite ao leitor uma compreensão aprofundada do período e da personagem sem distorções ou exageros, e muito mais próximas das novas teorias em torno desta rainha polémica e mal-amada. 


Podes ler ainda a minha opinião sobre Inês de Castro 


Leonor é retratada por Isabel Stilwell como uma mulher marcada por uma personalidade complexa e multifacetada. Desde criança, ela é apresentada como inteligente, ambiciosa e determinada, características que a impulsionam a buscar o seu espaço na corte e na política do século XIV. Com o passar do tempo, a rainha também revela um lado vulnerável, especialmente diante das pressões do poder e da iminência da morte do rei, que a coloca numa posição delicada, sem um herdeiro varão. A sua evolução ao longo do livro demonstra a transformação da jovem ambiciosa numa mulher determinada e disposta a tudo, para se proteger e ao direito da sua filha de ser a próxima rainha. Um dos pontos fortes do livro é a sua pesquisa histórica, que proporciona uma nova visão, mais moderna e acertada, desta mulher e do próprio contexto político e social da época, e que torna esta leitura enriquecedora e interessante para quem deseja conhecer mais sobre este período e estas personagens históricas. 


"Nas veias do senhor D. João corre a ira fácil do pai e do avô. A sedução da mãe. A ambição de todos eles juntos e a ferida aberta que os bastardos nunca saram: são e não são, podem e não podem, sempre aquém do que acreditam merecer." 


Ao longo da leitura, como sempre acontece com as obras de Isabel Stilwell, fui profundamente envolvida por uma narrativa que mistura História, política e a complexidade duma figura feminina que desempenhou um papel crucial na monarquia portuguesa. A autora consegue captar a nossa atenção ao explorar os acontecimentos históricos, mas também as emoções e os dilemas enfrentados por Leonor Teles, uma personagem muitas vezes envolta em mistério e controvérsia. Foi uma experiência que volta a despertar o meu interesse para o papel das mulheres na História de Portugal, algo que tem sido, ao longo dos séculos, oculto ou renegado pelo patriarcado. Neste caso em particular, o que mais prendeu a minha atenção nesta leitura foi a complexidade e a ambiguidade de Leonor, que desafia as percepções tradicionais duma rainha da sua época. 


Recomendo esta leitura para quem deseja explorar a História de Portugal e a vida duma das figuras mais intrigantes e controversas da sua monarquia. Isabel Stilwell reforça o papel central que Leonor Teles desempenhou no contexto da corte e da política portuguesa, explorando as suas influências e as controvérsias que marcaram a sua vida. Portanto, só posso deixar-te o convite para embarcares nesta fascinante jornada pelo universo de Leonor Teles através das páginas deste livro. Mas agora quero muito saber a tua opinião! Já leste Leonor Teles? O que achaste da trajetória desta rainha tão controversa? Acreditas que foi uma vilã ou uma sobrevivente que agarrou todas as oportunidades? Conta-me tudo nos comentários! 


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Wook | Bertrand 

domingo, 18 de janeiro de 2026

#Moda - Globos de Ouro 2026

 

Imagem da escadaria com uma passadeira vermelha deslumbrante, preparada para os Globos de Ouro 2026, com luzes brilhantes e detalhes elegantes que destacam a atmosfera de glamour e glamour do evento.

Regressamos com mais uma Passadeira Vermelha, desta vez dos Globos de Ouro de 2026. Palco de momentos inesquecíveis, repletos de glamour e elegância, reuniu estrelas internacionais que desfilaram nos seus melhores looks, na busca por reconhecimento e admiração. Este evento, além de celebrar as conquistas no mundo do entretenimento, também serve como um desfile de moda, onde as celebridades mostram as suas escolhas mais sofisticadas e ousadas, transformando o tapete vermelho num verdadeiro espetáculo de estilo. Hoje, deixo em destaque as mulheres que mais brilharam com os seus looks na cerimónia de 2026. Vamos juntos explorar quem realmente se destacou nesta edição, celebrando o talento e o bom gosto das estrelas que fizeram deste evento um verdadeiro espetáculo de moda e de elegância. 


Buy Me A Coffee

1. Alicia Silverstone


Imagem de Alicia Silverstone na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido vermelho. Ela está sorridente, com cabelo penteado de forma sofisticada e acessórios discretos que complementam o look glamouroso.

2. Amanda Seyfried


Amanda Seyfried deslumbrante na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido branco que realça sua beleza radiante e seu estilo sofisticado.

3. Ariana Grande


Imagem de Ariana Grande na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido preto com detalhes sofisticados, complementado por acessórios discretos e um penteado clássico.

4. Jennifer Garner 


Jennifer Garner deslumbrante na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido preto que realça sua beleza clássica e sofisticada.

5. Jean Smart


Foto de Jean Smart na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido branco que realça seu estilo sofisticado e clássico.

6. Julia Roberts


Julia Roberts deslumbrante na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, usando um elegante vestido preto que realça seu estilo clássico e sofisticado.

7. Kate Hudson


Kate Hudson deslumbrante na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido prateado que brilha sob as luzes, com detalhes sofisticados e um estilo que realça sua beleza radiante.

8. Kathy Bates


Imagem de Kathy Bates na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, usando um elegante vestido azul escuro que destaca seu estilo sofisticado e clássico.

9. Selena Gomez


Selena Gomez deslumbrante na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2026, vestindo um elegante vestido preto e branco com detalhes sofisticados e um acabamento impecável.

Agora que chegamos ao fim deste pequeno desfile de trapinhos, podemos concluir que foi mesmo um espetáculo de estilo e elegância, onde as mais velhas venceram facilmente e as jovens procuraram abraçar o espírito da moda intemporal, resgatando modelos clássicos de outros tempos. Assim, cada escolha contou uma história única, demonstrando a importância do estilo como uma forma de expressão artística e personalidade. Por fim, fica claro que a moda continua a evoluir e a celebrar a individualidade e a criatividade de quem desfila na Passadeira Vermelha. As melhores vestidas são um lembrete de que, além do glamour, a autenticidade e o bom gosto são essenciais para marcar presença de forma memorável. Agora, quero conhecer a tua opinião! Quais foram os teus vestidos favoritos dos Globos de Ouro 2026? Achas que deixei algum de fora? Ou discordas de alguma das minhas escolhas? Conta-me tudo nos comentários abaixo! 


Vê também: 


Globos de Ouro 2024

Globos de Ouro 2019

Globos de Ouro 2017

Globos de Ouro 2016

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